segunda-feira, 31 de março de 2014

Os dias da freguesia: 28 de Março de 1875

No dia 28 de Março de 1875, a Câmara de Tomar deliberou arrematar três metros cúbicos de cal e 60 metros cúbicos de pedra de alvenaria para o conserto da Ponte da Matrena.
A foto já aqui várias vezes aludida, e que hoje recuperamos, será, ao que tudo indica, aproximadamente desta época.



domingo, 30 de março de 2014

Os dias da Linhaceira: 24 de Março de 1876

Trinta e sete anos antes de a data ficar marcada para a História das escolas na Linhaceira, houve um 24 de Março em que a Câmara de Tomar efectuou uma deliberação importante para o futuro do nosso território. Foi em 1876 que, reconhecendo as vantagens que adviriam da construção da estrada municipal nº 99, entre a Guerreira e a Barca de Constância, "tendo por pontos forçados Santa Cita, Matrena e Linhaceira", a autarquia decidiu proceder aos estudos para a elaboração do primeiro troço, entre o Alto da Guerreira e o Pinhal de Santa Cita.


sábado, 29 de março de 2014

Agência Lusa divulga artigo sobre Biblioteca de Temas Linhaceirenses

O artigo da agência de notícias Lusa, hoje divulgado, sobre a Biblioteca de Temas Linhaceirenses, e que transcrevemos na íntegra, é um estímulo para o trabalho que temos vindo a desenvolver e revela como este projecto, que na sua essência é muito local, é mais uma das iniciativas que consegue levar o nome da Linhaceira a Portugal inteiro.


   
Tomar, 29 mar (Lusa) – Desde há um ano que a Linhaceira, aldeia do concelho de Tomar, com cerca de 1.500 habitantes, tem todos os dias um artigo publicado no blogue do projeto Biblioteca de Temas Linhaceirenses (BTL).
A publicação diária dos artigos resultantes da recolha de informação histórica sobre a vida comunitária da Linhaceira, desde os seus primórdios até à atualidade, começou no dia 24 de março de 2013, data que assinalou a deliberação tomada, cem anos antes, pelo município de construção da escola primária da aldeia.
“A faceta mais extraordinária deste blogue, ao que sabemos única em Portugal, é ter conseguido, ao longo dos 365 dias que se completaram na segunda-feira, publicar todos os dias pelo menos um artigo referente a uma efeméride relacionada com a vida local”, disse à agência Lusa Nuno Lopes, um dos dinamizadores do projeto.
A BTL, corporizada ainda apenas online, no blogue http://bibliotecalinhaceira.blogspot.pt, nasceu da busca que Nuno Lopes iniciou com o pai, Miguel Garcia Lopes, de informação sobre a história da aldeia, que depois se alargou à da freguesia na qual esta se insere, Asseiceira.
“Tivemos dificuldade em encontrar dados sobre a aldeia, a mais populosa do concelho e uma das maiores do distrito de Santarém mas sem pergaminhos de famílias poderosas ou mesmo de uma igreja antiga onde existissem documentos”, afirmou.
Iniciada a pesquisa nos arquivos paroquiais, nos municipais e na Torre do Tombo, depararam-se com a deliberação camarária de 24 de março de 1913 que determinava a construção de uma escola na aldeia, a qual viria a entrar em funcionamento em 1918.
Pegando nessas datas, com a colaboração das associações locais, decidiram dar corpo a um projeto que começou com o lançamento do livro “Linhaceira e as suas escolas”, de Miguel e Nuno Garcia Lopes, editado pela Terra do Linho, editora local, que também dinamizam.
Além da publicação de livros e documentos, o projeto da BTL passou pelo desafio de colocar online, diariamente, um artigo sobre a história local, de preferência assinalando acontecimentos correspondentes à data de publicação, permitindo construir uma cronologia.
De acordo com a pesquisa feita, a aldeia terá nascido de um conjunto de casais habitados pelos descendentes dos povoadores a quem foram entregues terras ermas quando, no século XIV, D. Dinis mandou fazer a povoação de Asseiceira a que depois concedeu foral. As primeiras referências ao lugar até agora encontradas datam de 1527 e indicam os Casais da Mynhaxeira.
Entre os livros em projeto conta-se um destinado às crianças, “para que tenham noção do espaço onde vivem”, e outros temáticos, nomeadamente sobre o Carnaval da Linhaceira, que assinala os 25 anos em 2015.
A prazo, a BTL poderá vir a tornar-se num espaço físico, havendo a expectativa de que possa vir a ocupar um dos edifícios da atual escola quando se concretizar o projeto de construção de um centro escolar, disse Nuno Lopes à Lusa.
O presidente da Junta de Freguesia da Asseiceira, Carlos Rodrigues, realçou à Lusa o “papel importante” da sociedade civil na dinamização de uma aldeia que “vive um pouco em contraciclo”, dada a sua centralidade e dimensão.
Com o encerramento de escolas em aldeias vizinhas, a ida das crianças para a escola da Linhaceira acaba por gerar atratividade numa localidade que tem um forte movimento associativo e que promove atividades, como o festejo do Carnaval, que lhe dão “alguma exposição pública”, frisou.

sexta-feira, 28 de março de 2014

E os menos vistos - do 1º ao 10º lugar

Depois de apresentarmos a lista dos vinte artigos mais lidos no primeiro ano da BTL e termos começado ontem a lista dos vinte menos vistos, concluímos hoje esta apresentação:
Em comum, entre os três primeiros (isto é, os três últimos entre os mais de 400 artigos publicados ao longo do ano) está o facto de terem sido colocados online na última semana de Agosto, altura em que os leitores deviam estar todos a banhos.
Entre eles, encontram-se temáticas de grande relevância local, sendo de destacar o menos visto de todos que atesta a importância que tinha, nos finais do século XIX, a Feira do Ano, que se realizava em Santa Cita.


1º -  A importância da Feira do Ano (28 de Agosto de 1881)


2º - Linha Summer Fest (25 de Agosto de 2012)

3º - Terrado da Feira do Ano (26 de Agosto de 1909)

4º - Estatutos da APAEL (14 de Março de 2003)

5º - Inauguração Centro Social (3 de Setembro de 2005)

6º - Linhaceirenses pedem à Câmara uma fonte (4 de Setembro de 1886)

7º - Quinta e Moinhos da Matrena  (24 de Janeiro de 1792)

8º - Cemitério da Linhaceira (9 de Junho de 1995)

9º - Fonte da Asseiceira (12 de Março de 1923)
 
10º - Estrada do Pintado ao Rossio de Abrantes (30 de Agosto de 1884)

quinta-feira, 27 de março de 2014

E os menos vistos - do 11º ao 20º lugar

Por razões várias, geralmente porque eram temas menos exuberantes ou não tinham imagens a acompanhá-los, houve artigos que passaram quase despercebidos neste primeiro ano da BTL, com um escasso número de visualizações.
Porque muitas vezes eram merecedores de mais atenção, depois da lista dos vinte mais, aqui fica também a lista dos vinte menos vistos ao longo deste ano.
Hoje entre o 11º e o 20º lugar:



11º - Festival de Cinema na Linhaceira (26 de Janeiro de 1981)

12º - Caminho Cebolinho - Chão da Roda (6 de Setembro de 1906)

13º - Construção da fonte da Linhaceira (28 de Agosto de 1890)

14º - Telefone na Cerejeira  (28 de Junho de 1964)

15º - Fonte do Grou (16 de Agosto de 1894)

16º - Futura piscina dos Pastorinhos (2 de Setembro de 1994)

17º - Famoso ladrão preso na Feira do Ano (13 de Setembro de 1830)

18º - Censos (19 de Setembro de 1881)

19º - Caminhos (9 de Setembro de 1912)
 
20º - Incêndio (23 de Agosto de 2005)



quarta-feira, 26 de março de 2014

Os vinte favoritos dos leitores - 1º ao 10º

Apresentamos hoje, então, os dez artigos mais vistos pelos leitores do blogue entre 24 de Março de 2013 e 23 de Março de 2014: Recordamos que ontem publicámos a lista do 11º ao 20º.

1º - Carnaval 1999 (14 de Fevereiro de 1999)


2º - Encontro DN Jovem (15 de Outubro de 1984) 

3º - Lista das sortes (7 de Novembro de 1897)

4º -  Festa de Natal Matrena (28 de Novembro de 1954)

5º - Carnaval 1992 (29 de Fevereiro de 1992)

6º - O triunfo do humor

7º - Joana Franco (1 de Abril de 2012)

8º - Revista Ara Gris (1 de Julho de 1986)

9º - Piscina dos Pastorinhos (26 de Julho de 2012)

10º - Electrificação da Linhaceira (24 de Novembro de 1955)

terça-feira, 25 de março de 2014

Os vinte favoritos dos leitores - 11º ao 20º

Ao longo deste ano foi possível perceber o nosso público-alvo. O objectivo deste bloegue não é conseguir garndes audiências, mas estar sempre aqui, disponível, para quem queira pesquisar informação sobre a Linhaceira e a freguesia de Asseiceira.
Mas a possibilidade de ter acesso ao registo de visualizações foi-nos dando o alento extra de perceber que as centenas de horas gastas a trabalhar neste projecto valiam a pena porque havia do outro lado quem nos lesse, quem nos comentasse, quem nos deixasse uma palavra de estímulo e carinho.
Por isso, não podíamos deixar de fazer aqui uma súmula dos vinte artigos mais vistos ao longo deste primeiro ano, salientando que, destes, seis referem-se ao Carnaval, tendo por isso muito menos tempo de exposição, mas deixando clara a importância desta quadra na nossa vida colectiva.
Hoje apresentamos os classificados do 11º ao 20º lugar, amanhã os dez mais:

11º - Carnaval 1984 (6 de Março de 1984)

12º - Rancho da Linhaceira na RTP (31 de Julho de 2008)

13º - Cortejo das Galinhas (22 de Maio de 1960)

14º - Carnaval 2008 (4 de Fevereiro de 2008)

15º - Queda de neve (29 de Janeiro de 2006)

16º - Ernesto Figueiredo (6 de Julho de 1937)

17º - Nª Srª de Fátima na Linhaceira (17 de Maio de 1954)

18º - 8 de Dezembro (8 de Dezembro de 1982 e de 2010)

19º - Fábrica da Matrena (11 de Agosto de 1890)

20º - Nª Srª do Conforto dos Aflitos (23 de Janeiro de 1949)

segunda-feira, 24 de março de 2014

1 ano de BTL

Concluído o primeiro ano deste blogue, podemos orgulhar-nos de ter disponível na internet uma ferramenta, ainda muito incompleta, mas que permite a qualquer pessoa em qualquer ponto do mundo ter um acesso imediato a informação relevante sobre a História, a cultura, os costumes, o património, a vivência em geral, da Linhaceira e da freguesia de Asseiceira.
A quantos nos acompanharam ao longo deste ano, totalizando quase 20 mil visualizações, muito obrigado! Este trabalho só tem sentido por ser para vós.

Lembro que, no âmbito deste aniversário, o jornal O Templário está a fazer um passatempo em parceria connosco, que vai dar três livros a sortear entre todos os que até às 23h59 de amanhã, terça-feira, visitem o blogue e respondam à questão "Qual o seu artigo preferido de todos os que foram publicados ao longo deste ano no blogue?" enviando um e-mail para apaeli@gmail.com.
Participem e boa sorte!

A partir de agora, a Biblioteca de Temas Linhaceirenses vai diversificar as suas matérias, nem sempre publicando efemérides e tentando sempre que possível ir sistematizando os assuntos de forma a que quem procura informação sobre a Linhaceira a encontre com facilidade.
Como acontece desde o início, continuamos a contar com a vossa colaboração, não apenas como leitores, mas também fazendo-nos chegar documentos, fotografias antigas ou apenas informações orais que ajudem a construir a nossa História colectiva.

A nossa prenda para vós, neste dia, é a fotografia original que deu origem à capa do livro "Linhaceira e as suas escolas", obtida nos Casais Fangueiros (Linhaceira) no princípio da década de 1970, e que nos foi gentilmente cedida pela Lígia Bragança.


"Linhaceira e as suas escolas"

O livro "Linhaceira e as suas escolas" é a primeira obra publicada especificamente sobre a aldeia da Linhaceira, embora aborde igualmente a freguesia de Asseiceira, no concelho de Tomar, em que se insere.
Escrita por Miguel Garcia Lopes e Nuno Garcia Lopes, resultou de um longo trabalho de pesquisa que contou com a colaboração de grande parte da comunidade local, dos arquivos paroquial, municipal, distrital e nacional, e onde é fundamental destacar o contributo de José Rafael Sirgado que, não tendo ainda obra publicada sobre a freguesia, é um dos investigadores que mais aprofundaram essa matéria.
O livro contou ainda com paginação e design gráfico de Miguel Atalaia e revisão tipográfica de Cristina Silveira de Carvalho, tendo sido editado pela Biblioteca de Temas Linhaceirenses, uma parceria entre a Associação de Pais e Amigos das Escolas de Linhaceira e a editora Terra de Linho.
A obra começa com dois capítulos dedicados à História e à demografia, onde se apresentam pela primeira vez os dados que comprovam que a aldeia já existia pelo menos em 1527 e se lançam novas pistas sobre a origem da sua toponímia, com base no nome por que então era conhecida: Mynhaxeira. É também apresentado um estudo demográfico nunca antes realizado, que faz a compilação de duzentos anos de nascimentos, entre finais do século XVIII e os dias de hoje.
Os restantes capítulos abordam os cem anos das escolas locais, desde a luta pela sua criação ao papel tido nessa luta pelo professor António Augusto Ferreira, e continuando depois com a criação dos vários edifícios e aspectos e momentos específicos do ensino local.
A obra inclui a reprodução de dezenas de fotografias e documentos históricos, e está disponível para venda no ATL da Associação de Pais e Amigos das Escolas de Linhaceira ou por pedido através do e-mail apaeli@gmail.com.




Os dias da Linhaceira: 24 de Março de 2013

Faz hoje um ano, no dia 24 de Março de 2013, o salão anexo à capela da Linhaceira encheu para acolher o lançamento do primeiro livro sobre a aldeia.
Escrito por Miguel Garcia Lopes e Nuno Garcia Lopes, "Linhaceira e as suas escolas" foi lançado no dia em que se comemoravam os cem anos da primeira deliberação de Câmara com vista a criar uma escola na localidade.
Esta data marcou assim o início das comemorações do Centenário das Escolas na Linhaceira, que se prolonga até 2018, data da efectiva entrada em fiuncionamento da escola. Foi nesse âmbito que se criou a Biblioteca de Temas Linhaceirenses, projecto comum da Associação de Pais e Amigos das Escolas de Linhaceira e da editora Terra de Linho, responsável pela edição daquele livro e por este blogue.
À cerimónia assistiu boa parte da população local, bem como representantes das entidades locais, entre os quais o presidente da Junta de Freguesia de Asseiceira, Augusto Lopes, e o presidente e vice-presidente da Câmara de Tomar, Carlos Carrão e José Perfeito.
As fotos são do Carlos Marques, disponíveis num albúm temático do grupo Linhaceirenses e Amigos, no facebook.







domingo, 23 de março de 2014

Linhaceira



Aqui terão nascido, há mais de quinhentos anos, um conjunto de casais dispersos, habitados por humildes agricultores e pastores, cujos descendentes, ao longo dos séculos, com pouco mais do que os seus parcos haveres, se foram multiplicando e prosperando até se tornarem numa comunidade prenhe de tradições e de capacidade de iniciativa, que se destaca em várias áreas a nível local, regional e mesmo nacional.
Eis a Linhaceira, aldeia da freguesia de Asseiceira, no sul do concelho de Tomar, situada nas margens do rio Nabão e atravessada pela Estrada Nacional 358-1. Geograficamente, é o centro da freguesia em que se insere. Em termos populacionais, é a maior localidade do concelho a seguir à cidade, contabilizando 1011 habitantes, segundo os Censos de 2011 (INE, 2012), um número superior ao de trinta e uma sedes de concelho de todo o país – comparativamente, entre os mais próximos, Penela tem apenas 902 habitantes, Constância 846, Alvaiázere 745 e Vila de Rei não passa dos 444.
A sua principal festividade é o Carnaval, tradição antiga mas que, organizada de forma mais institucional desde os anos 90 do século passado, atrai à aldeia milhares de pessoas. Destaca-se ainda a celebração da padroeira, Nossa Senhora do Conforto dos Aflitos, com festa e procissão geralmente no mês de Julho. Um conjunto de outras festividades e iniciativas ocorre ao longo do ano, devendo igualmente registar-se, pela sua regularidade há perto de quatro décadas, o 8 de Dezembro, espectáculo de variedades encenado e interpretado pela comunidade e para a comunidade, que ganhou já foros de tradição.
Repositório da cultura popular, o folclore teve um peso importante desde meados do século xx, em que chegaram a existir em simultâneo dois ranchos cujas memórias e rivalidades merecem um dia ser contadas. A etnografia local é actualmente representada pelo Rancho Folclórico de Linhaceira, que integra, desde 2002, a Federação do Folclore Português. Destaque-se ainda o papel que, desde há quase quatro décadas, tem vindo a ser desempenhado pela Associação Cultural e Recreativa de Linhaceira nas áreas da cultura e do desporto. Em relação à componente de solidariedade social, está ali instalado, desde 3 de Setembro de 2005, o Centro Social Paroquial de Asseiceira, actualmente com as valências de centro de dia, apoio domiciliário e lar de idosos. No património construído, são especialmente dignos de registo as duas capelas (de inícios e finais do século xx, a primeira apresentada na foto de Nuno Garcia Lopes), a antiga escola primária de 1950 (onde hoje funciona o ATL) e vários fontanários.


In "Linhaceira e as suas escolas" de Miguel Garcia Lopes e Nuno Garcia Lopes

sábado, 22 de março de 2014

Cancioneiro da freguesia: cantigas da azeitona

Os cancioneiros incluem algum do mais importante património local: o património oral.
Além do valioso trabalho efectuado pelos ranchos folclóricos da Linhaceira e da Asseiceira, existe uma importante recolha publicada em livro por Manuel da Silva Guimarães na sua obra "A oliveira e o azeite na região de Tomar", editada na década de 1970.
Trata-se de trechos de cantigas cantadas pelos ranchos da azeitona, recolhidos naquela década junto de um conjunto significativo de habitantes das freguesias do concelho, e dos quais aqui reproduzimos hoje alguns, dentro já do espírito de comemoração do 1º aniversário da Biblioteca de Temas Linhaceirenses, que terá lugar na próxima segunda-feira.

Namorados da azeitona
São como os da cotovia
Acabada é a azeitona
Fica-te com Deus Maria.
(Linhaceira, Grou)

Azeitona verde é mimo
Eu também já fui mimosa
Como queres que eu te ame
Se eu de ti estou tão queixosa
(Roda Pequena)

Azeitona verde é mimo
Eu também já fui mimosa
Já logrei os teus carinhos
Agora estou tão queixosa
(Linhaceira)

A azeitona para preta
Já recebeu três cores
Eu também sou pequenina
E já tenho três amores.
(Roda Pequena)

Azeitona para preta
Primeiro logra três cores
Só a mim ninguém me leva
Para o pé dos meus amores.
(Grou)

Azeitona para preta
Primeiro logra três cores
Também eu andei três anos
Para lograr os teus amores.
(Santa Cita)

A azeitona já está preta
Já se pode armar aos tordos
Diz-me lá ó cara linda
Como vais de amores novos
(Santa Cita)

Azeitona miudinha
Já morreu quem te apanhava
Agora por aí te perdes
Por esse chão espalhada.
(Linhaceira, Grou, Santa Cita)

Azeitona miudinha
Apanha-se de uma a uma
Estes rapazes de agora
Não têm vergonha nenhuma.
(Roda Pequena)

A folha da oliveira
Quando cai ao lume estala
Assim está meu coração
Quando para o teu não fala.
(Grou, Roda Pequena)

Debaixo da oliveira
Menina, é que é amar
Tem a folha miudinha
Não entra lá o luar.
(Santa Cita)

Oliveira pequenina
Que azeitona pode dar
Um baguinho até dois
Já é muito que apanhar.
(Roda Grande, Roda Pequena)

Oliveirinha da serra
O vento leva a flor
Só a mim ninguém me leva
Lá p’ró pé do meu amor.
(Grou, Roda Grande, Santa Cita)

Canto cantigas à toa
Canto tudo encarreirado
Arranjo umas à podoa
Arranjo outras a machado.
(Linhaceira)

Ó oliveira da serra
Deixa pastar o meu gado
Toda a moça que é bonita
Deixa o pastor descuidado.
(Roda Grande)

Subi à oliveira
Para apanhar a faveca
Para dar ao meu amor
Para o bolso da jaleca.
(Roda Grande)

Azeitona quando nasce
Não é verde nem madura
É como o génio dos homens
Coitado de quem os atura.
(Roda Grande)

Ó Maria abre-me a porta
Que eu venho da bebedeira
Começa ao sábado à noite
Acaba à segunda-feira.
(Linhaceira)

A azeitona miudinha
Também vai para o lagar
Eu também sou pequenina
Também quero namorar.
(Roda Pequena)

Azeitona miudinha
Escolhida ao luar
A tua vida acaba
Quando vais para o lagar.
(Linhaceira)

Adeus, adeus lagar
As portas te vou fechar
Pedimos a Nosso Senhor
Para o ano cá voltar.

(Linhaceira)

Pormenor da capa do livro "A oliveira e o azeite na região de Tomar",
a partir de fotografia de António da Silva Magalhães.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Os dias da freguesia: 12 de Março de 1923

Neste dia, a Câmara Municipal de Tomar deliberou mandar estudar com urgência a necessidade de reparação da fonte da Asseiceira.
Recorde-se que além da importância que tinha localmente, a água da Asseiceira era vendida ao cântaro na cidade de Tomar na primeira metade do século XX, quando ainda não havia água canalizada para beber e muito menos garrafas de plástico.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Os dias da freguesia: 16 de Março de 1839

No dia 16 de Março de 1839, a Câmara Municipal de Tomar mandou organizar cadastro dos foros do extinto concelho de Asseiceira, segundo revela Amorim Rosa no livro "A vila de Asseiceira e seu termo". Dessa tarefa ficou encarregue, com um prazo de apenas oito dias, o professor primário de letras da então sede de freguesia.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Os dias da freguesia: 15 a 19 de Março de 1827 e 13 a 15 de Março de 1828

Eis uma boa perseguição à antiga. Segundo relata Amorim Rosa, no seu livro "A vila de Asseiceira e seu termo", citando a comunicação do Juiz de Fora de Tomar à Intendência Geral da Polícia, no dia 15 de Março de 1827 "apareceu entre as vilas de Punhete [Constância] e Tomar uma quadrilha de 10 ladrões, bem montados e armados de pistolas e clavinas; perseguidos pela tropa, seguiram para a vila de Asseiceira, e pelas 11 horas passaram ao sítio da Guerreira, atravessando a estrada de Tomar a Torres Novas, dirigindo-se ao sítio do vale dos Ovos."
Quatro dias depois do ocorrido, o mesmo Juiz voltava a informar que "Não têm os salteadores deixado de infestar estes sítios e roubar alguns passageiros. Têm aparecido nas cercanias da Ponte da Pedra, Atalaia, Perucha e Torres Novas e outros sítios".
O curioso é que exactamente um ano depois era a vez do Juiz Ordinário da Vila de Asseiceira, João António da Fonseca, dar conta de que, duas noites antes, "na estrada que vem da Atalaia, foram atacados três correios por doze salteadores, levando-lhes um fardo, um couro de sola e dinheiros, deixando-os pelo espaço de três horas presos, com as mãos atadas atrás das costas, e de bruços".


terça-feira, 18 de março de 2014

Os dias da Linhaceira: 10 de Março de 1995

A notícia fez manchete no jornal O Templário de 10 de Março de 1995 com o título "Casamento à vista". Em causa, a possibilidade de as fábricas de papel da Matrena e de Porto de Cavaleiros se juntarem sob uma mesma égide, o que acabaria por acontecer, posteriormente, com a criação da Indústria de Papéis de Tomar.
O objectivo era conseguir ultrapassar o processo de crise profunda que atingia as duas papeleiras tomarenses (que chegaram a ser das mais importantes empresas do ramo em Portugal), mas apenas serviu para adiar, com cuidados paliativos, a morte das duas empresas.


segunda-feira, 17 de março de 2014

Os dias da Linhaceira: 17 de Março de 2013

Ao longo de 2013, a ACR Linhaceira fez várias tentativas para implementar a Feira de Artesanato e de Produtos Sem Uso.
A edição de Março, realizada no dia 17, foi notícia no Tomar na Rede.


domingo, 16 de março de 2014

Os dias da Linhaceira: 16 de Março de 2013

Falta apenas uma semana para a Biblioteca de Temas Linhaceirenses fazer um ano e este blogue cumprir a árdua tarefa a que se propôs: publicar todos os dias, durante estes doze meses, um artigo alusivo a uma efeméride da História da Linhaceira ou da freguesia de Asseiceira.
Algum tempo antes, o assunto era já divulgado erm vários órgãos de comunicação social. Um exemplo, é esta notícia do Entroncamento Online.



sábado, 15 de março de 2014

Os dias da Linhaceira: 14 de Março de 1972

No dia 14 de Março de 1972, o bispo D. Manuel Franco Falcão enviou carta em resposta aos pedidos feitos com vista à construção da nova capela da Linhaceira.
Recorde-se que o processo já vinha desde há mais de uma década. O terreno tinha sido obtido um ano antes. E a comissão construtora havia escrito ao bispo uma carta em Janeiro e outra em Fevereiro.
A imagem actual do Google Maps pemite-nos perceber como era o local: toda a zona entre as escolas (ao centro em baixo a EB1, ao centro em cima o ATL) era erma. Do lado esquerdo da estrada (onde se vê o Jardim-de-Infância e se tem noção do tamanho extraordinário da copa da pinheira), começava o pinhal, a uma cota mais elevada do que a estrada, ao contrário do que acontece agora.


Aqui fica também uma foto da capela em 30 de Outubro de 2012, gentilmente cedida pelo Jardim-de-Infância:





sexta-feira, 14 de março de 2014

Os dias da Linhaceira: 14 de Março de 2010

No dia 14 de Março de 2010 a Associação de Pais e Amigos das Escolas de Linhaceira comemorou o seu sétimo aniversário entregando os prémios referentes ao concurso para a escolha da respectivo logótipo e fazendo a apresentação do mesmo.




O logótipo, que apresenta uma estilização da simbólica pinheira situada em frente do jardim-de-infância, em que as bolas representam as pessoas da comunidade e o azul e verde as cores da Linhaceira, foi o resultado do trabalho final de Nélia Oliveira, com base nas propostas apresentadas por si e por Mariana Marques.


A ocasião serviu ainda para a plantação de um cipreste junto à entrada do ATL, em substituição do anterior, derrubado pelo vendaval desse Inverno.





Os dias da Linhaceira: 14 de Março de 2003

Os estatutos da Associação de Pais e Amigos das Escolas de Linhaceira (APAEL) foram publicados no Diário da República no dia 14 de Março de 2003, após aprovação em 28 de Janeiro desse ano.



quinta-feira, 13 de março de 2014

Os dias da Linhaceira: 13 de Março de 1971

No início de 1971 ficou resolvido mais um problema relacionado com o desenvolvimento comunitário da Linhaceira. Segundo revela o jornal Cidade de Tomar de 13 de Março desse ano, foi então que se conseguiu o terreno para a capela nova, então uma zona erma, com dois edifícios escolares a norte e a sul e um pinhal em frente, mas que se haveria de tornar no coração da aldeia.
O terreno foi oferecido pela família de Maria da Purificação, Maria da Purificação Viriato e Manuel Viriato Lopes, conforme consta da notícia.




quarta-feira, 12 de março de 2014

Os dias da Linhaceira: 11 de Março de 1994

O jornal O Templário de 11 de Março de 1994 noticiava que os eucaliptos estavam a secar a Fonte do Cigano (também conhecida por Fonte da Mula) na Linhaceira. Em causa ainda não estava propriamente o problema ecológico, embora o artigo manifestasse já preocupação com essa possível causa futura, mas uma questão muito prática: as máquinas que tinham andado a preparar terrenos para a plantação, nas imediações da Cova do Arroz, tinham destruído a canalização que dali envia a água para aquela que era há vinte anos e continua a ser hoje a fonte preferida dos linhaceirenses.