sábado, 31 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 83 - Capitão de ordenanças


A figura que apresentamos, oriunda do Arquivo Histórico Militar, corresponde a um oficial de ordenanças do início do século XIX. Julgamos que seria este, pois, aproximadamente, o fardamento da figura que abordamos hoje.
Graças ao Livro dos Acórdãos Camarários de Tomar, citado por Amorim Rosa, sabemos que em 1794 terá falecido o capitão de ordenança da vila de Asseiceira, Manuel Vicente Simões, estando vago esse cargo. O episódio revela também, apesar da autonomia do concelho de Asseiceira, como se prestavam a alguma confusão as responsabilidades administrativas da época.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 82 - Ermida na Quinta da Matrena

Regressamos ao "Livro de vizitas desta freguesia" em que Miguel Garcia Lopes encontrou, nos anos de 1781 e 1782, a "cópia de duas provisões pelas quais o Emmº Senhor Cardeal Patriarca concede a Gonçalo Barba Correia Alardo de Lima e Lemos licença para erigir uma ermida em sua Quinta de Matrena desta Freguesia de Asseiceira e lhe deu licença para na dita ermida se poder celebrar o santo sacrifício da missa dando comissão (?) ao Pároco para a visitar e benzer."
Acrescenta o prior Manuel da Silva Franco, em 10 de Março de 1782, após a transcrição das provisões, que a referida ermida foi benzida "pelo Padre Francisco António de Almeida Castelo Branco que servia de Pároco"




 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 81 - Ofício de lagareiro

Dois anos depois, em 10 de Novembro de 1792, mais um linhaceirense foi examinado pelo juiz do ofício de lagareiro, desta feita Luís Francisco.
O documento, citado por Amorim Rosa, volta a ser pródigo em informações sobre o concelho de Asseiceira nos finais do século XVIII.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 80 - Ofício de lagareiro

Em 17 de Dezembro de 1790, segundo nos diz Amorim Rosa, foi passada carta de examinação do ofício de lagareiro a Francisco Simões, dos Casais da Linhaceira, após ter sido examinado pelo juiz do ofício, Francisco da Costa.
Trata-se de um documento relevante pois demonstra a importância que aquele ofício teria já nessa época na freguesia.
Mais um dado importante são os nomes dos responsáveis pela Câmara de Asseiceira nessa época, o juiz ordinário Manuel Simões Duarte e os vereadores António Francisco da Fonseca e António da Costa.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 79 - Doação à Marquesa de Tancos

Em 20 de Junho de 1766, segundo Amorim Rosa, o rei D. José confirmou por alvará à Marquesa de Tancos, D. Constança Manuel, as doações das vilas de Asseiceira, Atalaia e Tancos. Foram os derradeiros senhores desta terra.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 78 - Primeiro registo paroquial de Santa Cita

Data de 26 de Fevereiro de 1759 o primeiro registo paroquial conhecido de Santa Cita. Trata-se de um casamento entre João Godinho, natural dos Vales (Junceira) como os diversos Godinhos que por essa época chegaram à nossa freguesia, e de Josefa Maria, natural da vila de Asseiceira.
É curiosa a forma como aparece descrito o nome do lugar: "Citio de Santa Citta".


domingo, 25 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 77 - O concelho de Asseiceira em 1758

Apenas sete anos depois do Dicionário Geográfico, em 1758, surge-nos um outro documento relevante sobre o termo de Asseiceira e os seus lugares: trata-se das Memórias Paroquiais, interrogatório que o então Secretário de Estado dos Assuntos do Reino, Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, enviou a todos os párocos do reino, sobre as paróquias e povoações, pedindo as suas descrições geográficas, demográficas, históricas, económicas, e administrativas, bem como os estragos provocados pelo terramoto de 1 de Novembro de 1755.
Por aqui se percebe que estes são dados actualizados, ao contrário do Dicionário, onde eram visíveis diversos lapsos.
Este é também o documento mais antigo que conhecemos que refere a Cerejeira.
Aqui fica a transcrição dos dados essenciais:
"A vila de Aceiceira está na Província da Estremadura, Patriarcado de Lisboa, Comarca de Thomar, donde dista légua e meia. É donatário dela o Ilmº e Exmº Marquês de Tancos pela troca que fez D. Fradique Manoel de quem descende, com Salvaterra dos Magos, que hoje é da Coroa (…) e tem
esta vila duzentos e quarenta e nove vizinhos e está situada em um vale, mas finda nas faldas de um monte e dela se não descobre povoação alguma.
(…) Os lugares de que se compõe o termo são os seguintes: Guerreira, Santa Cita, Linhaceira, Falagueiro, Perdigueira, Fós do Rio, Cazal da Sereijeira, Cazal do Negro, Val do Sás, Roda, Cazais do Gavião e Cazal do Sobrado.
E em toda esta vila e termo há duzentos e quarenta e nove vizinhos como fica dito, seiscentas e noventa e três pessoas de comunhão, e setenta e cinco de menor idade (…).


sábado, 24 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 76 - Jogo da bola

Os jogos já tinham sido abordados no "Livro de vizitas desta freguesia" em 1748 e voltam a sê-lo em 8 de Julho de 1756. Desta vez, o "vizitador", agora Henrique Enriques da Maya, é mais claro e explica que os jogos em causa eram de cartas e de bola.
Eis a transcrição, feita por Miguel Garcia Lopes:
"Fui informado que no distrito desta freguezia há vários jogos, tanto de cartas como de jugar a bolla, e principalmente nos Domingos e Santos (!) se joga com excesso e muitas vezes antes da Missa Conventual, que serve de muitas desordens e escândallos, pello que mando que daqui em diante não serem os ditos jogos antes da Missa Conventual e só por recreação o poderão fazer depois da Missa Conventual sem que seja com excesso, excepto o jogo de cartas que hé prohibido por direito, e aos transgressoras o Reverendo Parocho os poderá condenar por cada vez a cada um, em cem reis que aplico para a fábrica da mesma Igreja, até a quantia de quinhentos reis."



Em relação ao jogo da bola, é bem provável que se tratasse já do antepassado directo do futebol, de que há relato de ser jogado ainda com maior paixão do que hoje e com muito menos regras, o que motivava frequentes escaramuças e desagradava à Igreja. A imagem que publicamos, e cuja origem não conseguimos identificar, é proveniente do blogue Caderno de Corda de Davi Reis, onde aparece legendada precisamente como futebol do século XVIII.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 75 - Asseiceira em 1751

Com base num inquérito que terá sido respondido  pelos párocos, o padre Luís Cardoso publicou em 1751 o segundo volume do Dicionário Geográfico de Portugal. Depois do Agiológio Lusitano em 1652 e da Corografia Portuguesa em 1712, esta publicação permite uma terceira visão global do concelho de Asseiceira por períodos aproximados de meio século.
Mas é muito mais do que isso. Com um aspecto gráfico que se aproxima já daquilo que são os dicionários modernos, apresenta informação relevante sobre o termo de Asseiceira, incluindo a descrição dos diversos lugares, para além da vila: "Roda, Cazal da Linhaceira, Cazal da Velha, Val de Cavallos, Portella, Foz do Rio, Perdigueira, Pé do Atalho, Oiteiro, Quinta da Guerreira, Quinta da Metrena, Cazal Novo e Cazal da Vinha".
Saltam à vista a falta de Santa Cita e da Cerejeira (o que é corroborado pelos registos paroquiais onde os dois lugares nunca aparecem desde 1706 até esta data). Igualmente de fora desta lista estão o Falagueiro e o Valigote, que já aparecem em registos paroquiais ligeiramente anteriores mas com pouca expressão.
Curioso é que o "Cazal da Linhaceira", como aparece descrito na listagem dos lugares do termo de Asseiceira, surja, quer no índice de localidades, quer na respectiva entrada, designado por "Cazaes da Linheira". Um facto que viria abonar a teoria da "terra de linho" como explicação do topónimo, como referem os autores do livro "Linhaceira e as suas escolas", se não fosse claramente um lapso, ainda que várias vezes repetido. Porém, também este lapso contribui para dar mais força ao ponto de vista de que o antigo topónimo Mynhaxeira referido no Numeramento de 1527-1532 tenha sido um erro e que já nessa altura a própria aldeia e não apenas o seu porto tivesse a designação de Linhaceira.





quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 74 - Jogos públicos

Voltamos ao já aludido "Livro de vizitas desta freguesia", para dar conta de uma carta do "vizitador" (enviado pela hierarquia eclesiástica à paróquia de Asseiceira) Luís Gomes do Loureiro em 3 de Fevereiro de 1748, na qual se dá conta, com desagrado, da existência de jogos, uns públicos, outros ocultos, antes da missa.
Veja-se a transcrição em português actual, feita por Miguel Garcia Lopes:
"Acho por muito conveniente ao bem espiritual dos freguezes que não haja jogos públicos nem ocultos especialmente antes da missa conventual pelo que ordeno ao reverendo pároco [que] faça vedá-los com multas e pelos meios que lhe parecer conveniente."
 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 73 - Primeira referência ao Valigote

Lugar que depois acabou por se integrar no Falagueiro, a primeira referência conhecida ao Valigote data de 1747. Trata-se de mais um casamento, entre Manoel Lopes dos Santos, natural da Linhaceira, e Antónia Maria, do Valigote.
Curioso é que, enquanto ela é designada como filha "legítima", ele é "filho natural", uma vez que os pais, também ele Manoel Lopes dos Santos e ela Maria Santa, não eram casados.




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 72 - Confirmação de privilégios

Mesmo séculos depois do feudalismo, em 1740, parece que ainda havia necessidade de confirmação dos privilégios originariamente concedidos a Asseiceira pelo rei D. Dinis e sucessivamente confirmados pelos seus sucessores. É o que se depreende da certidão passada em 15 de Dezembro desse ano a pedido de Domingos Francisco, morador na vila, e que é citada por Amorim Rosa em "A vila de Asseiceira e seu termo".


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 71 - O concelho de Asseiceira em 1736

Segundo a "Geografia histórica de todos os estados soberanos de Europa" de D. Luiz Caetano de Lima, cujo segundo tomo foi publicado em 1736, a paróquia de Nossa Senhora da Purificação de Asseiceira tinha então 120 fogos e 504 almas. Compare-se com os dados da "Corografia Portuguesa" do padre António Carvalho da Costa, de 1712.
Regressando a 1736, podemos acrescentar que neste ano houve sete casamentos na paróquia, no anterior tinha havido 15 e em 1737 apenas cinco.
Ficam também, para comparação, os dados demográficos das paróquias que então já integravam o termo de Tomar, bem como das vizinhas Atalaia e Paio de Pelle (actual Praia do Ribatejo), todas elas integradas na Correição [comarca] de Tomar.



domingo, 18 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 70 - Primeira referência ao Casal Novo

Hoje considerado parte integrante da Linhaceira, o Casal Novo era um lugar autónomo no século XVIII, datando de 1730 a primeira referência que conhecemos a seu respeito, um registo de casamento, no dia 29 de Outubro, entre Francisco Antunes, cujos pais eram de Vale Cabrito, e Izabel Francisca, filha de Francisco Marques e de Brízida Rodrigues, já moradores no Casal Novo.
Um dado importante a referir é que o Casal Novo ficava então no caminho para Asseiceira, que actualmente conhecemos mais a norte.


sábado, 17 de janeiro de 2015

Cronologia histórica de Asseiceira, 6

Com a publicação desta cronologia fica a faltar apenas pouco mais de um século na sistematização da História do antigo concelho de Asseiceira. Para além da visão geral que aqui se pode ter, basta um clique sobre as datas para ter acesso ao respectivo artigo.
Lembramos que este é um espaço em actualização permanente e que consiste num repositório de informação feito por recolectores da memória e não por historiadores, pelo que estamos abertos a todas as críticas e contributos que nos quiserem fazer chegar.

Reprodução em selos de correio (série que ficou popularmente conhecida como O Cavaleiro) do selo de autoridade do rei D. Dinis, fundador do concelho de Asseiciera (selo original publicado aqui), com desenho de Jaime Martins Barata, datado de 1953.



ANTES DA NACIONALIDADE

Época pré-histórica - vestígios arqueológicos desde há 300 mil anos

Época romana - origem do topónimo Asseiceira e lenda de Santa Cita



SÉCULO XIII
1218 - Referência escrita mais antiga a Asseiceira

1222 - Doação de Asseiceira a Pedro Ferreiro

Meados do século XIII - Doação aos franciscanos para construção do Convento de Santa Cita

20 de Novembro de 1253 - Dispensa de fornecer homens, cavalos e armas

19 de Dezembro de 1281 - Confirmação da doação de Asseiceira à Ordem do Templo

5 de Maio de 1287 - D. Dinis proíbe aplicação de foros sobre Asseiceira

27 de Abril de 1294 - D. Dinis confirma a nomeação de juízes para Asseiceira



SÉCULO XIV

18 de Fevereiro de 1301 - Asseiceira recebe carta de privilégios e de povoamento

28 de Setembro de 1303 - Primeira referência à igreja de Santa Maria de Asseiceira

2 de Abril de 1307 - Primeira referência à vila de Asseiceira

2 de Janeiro de 1315 -Foral de D. Dinis - criação do concelho de Asseiceira

1320 - Primeira referência à paróquia de Asseiceira

5 de Maio de 1329 - Relego dos vinhos por D. Afonso IV

1360 - Referência ao templo a Santa Cita

2 de Março de 1365 - Confirmação de privilégios por D. Pedro I

1367 - Confirmação de privilégios por D. Fernando

15 de Novembro de 1370 - Referência aos oficiais e juízes do concelho

5 de Julho de 1391 - Primeira confirmação de privilégios por D. João I

22 de Julho de 1397 - Confirmação dos prédios rústicos e do "Couto"

5 de Novembro de 1398 - Segunda confirmação de privilégios por D. João I



SÉCULO XV

2 de Março de 1403 - Terceira confirmação de privilégios por D. João I

5 de Julho de 1429 - Quarta confirmação de privilégios por D. João I

22 de Julho de 1435 - Confirmação de privilégios por D. Duarte

1436 - D. Duarte liberta lavradores do concelho da jugada de pão, vinho e linho

25 de Março de 1439Confirmação de privilégios pelo infante regente D. Pedro

1439 - Queixas do procurador de Asseiceira nas Cortes de Lisboa

1440 - Confirmação do Convento de Santa Cita pelo papa Eugénio IV

10 de Novembro de 1449 - Confirmação de privilégios por D. Afonso V

14 de Julho de 1452 - Carta de D. Afonso V ao Convento de Santa Cita

16 de Dezembro de 1462 - Herdades da Beselga para Santa Maria dos Olivais

8 de Janeiro de 1463 - Outra herdade na Beselga para Santa Maria dos Olivais

19 de Janeiro de 1467 - Doação de Asseiceira a D. Pedro de Melo

1483 - Herdades da Beselga para a Ordem de Cristo

19 de Fevereiro de 1494  - Padroado da igreja de Asseiceira

28 de Agosto de 1494 - Herdades da Guerreira para Santa Maria dos Olivais

8 de Novembro de 1495 - Doação do padroado de Asseiceira a D. Pedro de Meneses

25 de Julho de 1497 - Confirmação de privilégios por D. Manuel

26 de Abril de 1499 - Segunda confirmação de privilégios por D. Manuel

5 de Novembro de 1499 - Terceira confirmação de privilégios por D. Manuel

1499 - Avaliação da igreja de Asseiceira


SÉCULO XVI
3 de Novembro de 1504 - Doação do padroado ao conde de Cantanhede

1 de Setembro de 1506 - Doação da renda das saboarias a Simão Lopes

2 de Novembro de 1514 - Foral de D. Manuel

6 de Janeiro de 1525 - Confirmação da doação de Asseiceira ao conde de Cantanhede

24 de Setembro de 1527 - Visita do escrivão do primeiro recenseamento do reino

24 de Setembro de 1527 - Data do registo da primeira referência conhecida à Mynhaxeira

24 de Setembro de 1527 - Data do registo da primeira referência conhecida à Lagoa do Grou

24 de Setembro de 1527 - Data do registo da primeira referência conhecida à Roda

12 de Outubro de 1527 - Documento mais antigo que se conhece referindo o Porto da Linhaceira

17 de Outubro de 1530 - Carta do juiz Manuel Nogueira onde refere a Linhaceira

6 de Agosto de 1542 - Confirmação de privilégios por D. João II

1544 - Data da coroa do Espírito Santo de Asseiceira

Maio de 1552 - D. João II descansa alguns dias no Convento de Santa Cita

1557 - Data existente na fonte de Santo António, em Santa Cita

1561 - Primeiro mapa de Portugal inclui a Asseiceira

Abril de 1581 - Filipe I descansa no Convento de Santa Cita

17 de Julho de 1586 - Primeira referência à Matrena

1591 - Confirmação do Foral de D. Manuel por D. Filipe I

1595 - Fabrico de vidros na Matrena

17 de Outubro de 1598 - Quezílias com a Ordem de Cristo por causa do rio Nabão


SÉCULO XVII

1605 - Engenhos e fazendas da Matrena

1620 - Quinta de Sant'Anna da Guerreira condenada pela Ordem de Cristo

15 de Outubro de 1622 - Acordo sobre o rio entre o morgado da Beselga e a Ordem de Cristo

1652 - Dados sobre o concelho de Asseiceira no "Agiológio Lusitano"

1665 - Dados sobre Santa Cita

 SÉCULO XVIII

1706 - Provável construção da ponte da Matrena

21 de Novembro de 1706 - Primeiro registo paroquial conhecido referente à Linhaceira

8 de Março de 1707 - Primeiro registo paroquial conhecido referente à Asseiceira

26 de Maio de 1707 - Dados sobre a frequência religiosa na paróquia

6 de Novembro de 1707 - Primeiro registo paroquial conhecido referente à Roda

1712 - Dados sobre o concelho de Asseiceira na "Corografia Portuguesa"

10 de Fevereiro de 1715 - Primeira referência conhecida à Perdigueira

13 de Outubro de 1715 - Primeira referência conhecida à Foz do Rio

19 de Junho de 1722 - Primeiro registo paroquial conhecido referente à Guerreira

30 de Agosto de 1722 - Registo paroquial pode ajudar nas dúvidas quanto ao nome da Linhaceira

27 de Fevereiro de 1724 - Primeira referência conhecida ao Gavião

1725 - Primeira referência conhecida ao Falagueiro



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 69 - Primeira referência ao Falagueiro

Data de 10 de Outubro de 1725 a referência mais antiga que conhecemos ao Falagueiro, como é natural também ela proveniente dos livros de registos de casamentos da paróquia de Asseiceira, disponíveis no Arquivo Distrital de Santarém. O casamento em causa dá-se entre Manoel dos Santos, cujos pais são do Martinchel, e Maria Vicente, filha de Manoel Rodrigues Vicente e de Joanna Rodrigues "dos Cazaes do Falagueiro".


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 68 - Primeira referência ao Gavião

Embora hoje seja um lugar abandonado, na nesga de território da freguesia para lá da auto-estrada A23, perto do nó da Roda, o Gavião teve alguma expressão demográfica nos séculos XVIII e XIX. A primeira referência que se lhe encontra data de 1724 e é também um registo de casamento, entre Manoel Marques, viúvo (filho de António Marques e de Maria Simoa, da Linhaceira) e Francisca Simoa (filha de Pedro Rodrigues e de outra Maria Simoa, da Perdigueira).




quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 67 - Linhaxeira

30 de Agosto de 1722 pode ser uma data importante para nos ajudar a compreender a evolução do nome da Linhaceira e em particular a dicotomia entre Linhaceira e Mynhaxeira na primeira metade do século XVI.
Tudo isto por causa de uma simples letra. Se olharem com atenção para a imagem deste registo de casamento, vão reparar que no canto superior esquerdo aparece escrito Linhaxeira, com um x em vez de um c.



O topónimo não volta a aparecer no registo, pelo que se podia considerar, à primeira vista, que se trataria de uma gralha.
Há aqui, porém, um dado crucial. Os registos de casamento da freguesia de Asseiceira, desde o mais antigo, em 1706, até este ano de 1722, foram feitos pelo padre Luís Ferreira Branco.
A partir do primeiro casamento registado na Guerreira, imediatamente anterior a este, são assinados pelo padre Manuel de Azevedo. Que, curiosamente, em Novembro deste mesmo ano de 1722, no registo seguinte referente a este lugar, já escreve Linhaceira, correctamente.


O que é que isto pode querer dizer? Estávamos numa época em que a grande maioria das pessoas não sabia ler nem escrever, em que não havia placas toponímicas à entrada das localidades e até o nome da vila, sede de concelho, aparecia escrito de formas diversas em vários documentos.
Ora, nada mais natural do que um recém-chegado à freguesia, ao perguntar o nome de um lugar, escrevê-lo da forma que lhe fora transmitido, e é bem possível que os habitantes dissessem "xeira" em vez de "ceira".
Isto é importante porque, a ser verdade, poderia significar que o escrivão Jorge Fernandes que em 1527 esteve na Asseiceira para coligir os dados referentes ao concelho para o "Numeramento", tivesse também percebido erradamente o fonema da penúltima sílaba do topónimo, escrevendo Mynhaxeira em vez de Mynhaceira.
Se assim fosse, caia por terra a teoria da "minha geira"e tornava-se também muito mais provável um outro lapso: que o escrivão tivesse percebido erradamente o L de Linhaceira como um M (trocar o i por um y era uma prática habitual na época).
E assim se explicaria que os dois documentos mais antigos com o nome da nossa terra, apesar de contemporâneos, fossem tão divergentes.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 66 - Primeiro registo paroquial da Guerreira

Data de 19 de Junho de 1722 o primeiro registo paroquial de que temos conhecimento referente à Guerreira. O lugar, que aparece também, raramente, referenciado como Outeiro da Guerreira, virá a ter uma expressão demográfica significativa no século XIX, só no século XX sendo "absorvido" por Santa Cita (isto do ponto de vista da leitura dos registos paroquiais).
Em relação a este documento, trata-se de um casamento entre António Roiz de Araújo (natural da Barquinha) e Maria dos Anjos (natural da freguesia de Asseiceira).


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 65 - Primeira referência à Foz do Rio

Tal como acontece com a Perdigueira, também a mais antiga referência conhecida à Foz do Rio data de 1715, através do casamento de Pedro da Costa e Margarida Alves. Ocorreu a 13 de Outubro.


domingo, 11 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 64 - Primeira referência à Perdigueira

A primeira vez que a Perdigueira surge num documento de que tenhamos conhecimento é num registo de casamento de 1715, entre Francisco Vaz e Izabel Antónia da Conceição.
Embora só ao fim de uma década de registos o lugar apareça, não deixa de ser significativo que dos dez casamentos na paróquia neste ano de 1715, três sejam precisamente da Perdigueira.


sábado, 10 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 63 - Primeiro registo paroquial da Roda

Também em 1707, surge-nos o primeiro registo de casamento relativo à Roda, no dia 6 de Novembro, com os intervenientes todos locais: António Lopes (filho de António Lopes Façanha e de Maria Simoa) com Marianna dos Santos (filha de Miguel Roiz e Maria Farinha).
Pondo de lado o ano de 1706, em que só está registado um casamento, porque é a 21 de Novembro que o livro começa, neste 1707, primeiro ano de que temos registos completos, houve seis casamentos na paróquia, dos quais dois na Asseiceira, dois na Linhaceira e um na Roda, além de um outro registado em Vale de Cavalos, lugar então habitado perto da vila.
E lá está, no final, a assinatura do padre Luís Ferreira Branco, o mesmo (obviamente) que é referido no "Livro de vizitas desta freguesia".

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 62 - A frequência religiosa em 1707

Um interessantíssimo documento inédito encontrado por Miguel Garcia Lopes no arquivo paroquial de Asseiceira e por ele parcialmente transcrito é o "Livro de vizitas desta freguesia", que transcreve diversas cartas referentes a assuntos de ordem religiosa entre os anos de 1707 e de 1847.
O primeiro destes, é datado de 1707 (a coincidência de datas com os primeiros registos paroquiais que chegaram aos nossos dias não será seguramente um acaso).
Trata-se de uma visita de Fernando de Abreu Faria, um representante da hierarquia clerical à "Igª de Nossa Senhora da Purificação da Villa de Ceyceira em prezença do R. Prior Luís Ferreira Branco e parte dos seus freguezes" no dia 26 de Maio de 1707.
Daquilo que escreve, destaca-se a referência a "vejo que está arruinada a capella de S. Sebastião de que hé Padroeira a Câmara desta Villa".
Mas curiosa e sintomática para se perceber a vida de então na freguesia/concelho é a parte seguinte do texto:
"Sou informado que nesta fregª. custumão os moradores do monte mandar aos domingos e Dias Santos hua pessoa de cada família, ainda que seja grande, e os mais se ficam sem a ouvir o que é grande absurdo além de se privarem das utilid.es que tem ouvindo a Missa Parochial, pelo que mando ao R. Parocho proceda contra elles (...) para que não deixem de ouvir Missa e se houver hua só ficará hua ou duas pessoas em caza pª ocorrer às necessid.des della, e havendo duas Missas podem vir alguns à pª e os mais depois que elles se recolherem, à segunda, pª o que mediará entre hua e outra tempo conviniente."
O pároco responde em 14 de Junho dizendo que "não houve pessoa que lhes puzesse dúvida nem embargos".



quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 61 - Primeiro registo paroquial de asseiceirenses

Não é tão relevante como o caso que ontem referimos com intervenientes da Linhaceira, apenas porque, graças ao facto de ser sede de concelho, são diversos os moradores da antiga vila de que se tem conhecimento anterior através de documentos vários.
Todavia, 8 de Março de 1707 é também a data do primeiro registo que chegou aos nosso dias de um casamento entre dois moradores na Asseiceira, Jozeph Pereira (filho de Luis Pereira e Margarida Vaz) e Izabel da Motta (filha de Francisco da Motta e Izabel Roiz). Também os pais eram naturais da vila.
Refira-se a curiosidade de uma das testemunhas ser Nicolao de Pina, provavelmente aquele que terá mandado construir, um ano antes, a ponte da Matrena.
Por aqui se vê como, a partir do início do século XVIII, a profusão de documentos que chegaram aos nossos dias permite uma análise aprofundada da nossa vida colectiva nos últimos trezentos anos. Relembramos que o objectivo primeiro deste blogue, que não é feito por historiadores mas por simples recolectores da memória, é precisamente identificar e divulgar os documentos essenciais para que esse trabalho possa ser feito.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 60 - Os mais antigos linhaceirenses conhecidos

Data de 21 de Novembro de 1706 um facto que se tornou histórico porque é o mais antigo registo paroquial conhecido referente à freguesia de Asseiceira. É a partir desta data que podemos reconstituir os elos familiares que nos ligam à actualidade.
O documento, reproduzido pela primeira vez no livro "Linhaceira e as suas escolas" de Miguel Garcia Lopes e Nuno Garcia Lopes, dá-nos conta do casamento celebrado entre Manoel Roiz Anjo e Maria Francisca, ambos moradores na Linhaceira, tal como os seus pais, os dele João Roiz e Izabel Antunes, os dela António Marques e Francisca Simoa.
Estes dois últimos casais são, portanto, dos moradores mais antigos que conhecemos na Linhaceira (embora os pais que aparecem nos registos de casamentos dos anos seguintes possam eventualmente ser mais velhos), estimando-se que tenham nascido pelos anos 1650 aproximadamente.
Refira-se que o apelido Roiz corresponde ao actual Rodrigues e que era frequente os apelidos das mulheres serem adaptados ao feminino, daí que Simoa corresponda a Simões.
O casamento foi fecundo, dele resultando pelo menos cinco filhos, que casaram entre os anos de 1732 e de 1756.
Registe-se ainda que este passou a ser o terceiro documento mais antigo de que temos conhecimento com referência directa à Linhaceira, depois da carta e do respectivo auto que referem o Porto da Linhaceira em 1530 e do censo da Mynhaxeira no Numeramento publicado em 1532.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 59 - Ponte da Matrena

A foto que hoje publicamos já é conhecida, tendo a sua publicação neste blogue resultado num interessante e proveitoso debate. Continuamos a desconhecer o autor e a data (seguramente no século XIX) em que a foto foi obtida (aceitam-se contributos) mas há um dado importante a acrescentar em relação à ponte da Matrena, a lápide citada por Amorim Rosa, que estaria à entrada da mesma dizendo: "Nicolau Pina fez. Ano de 1706" (actualmente dada como desaparecida).
Ambos os dados fazem sentido: que tivesse sido um Pina, família proprietária da Quinta da Matrena, a mandar construir a ponte; bem como a data da sua construção, uma vez que não se conhecem documentos anteriores que refiram essa travessia.
Apenas a arqueóloga Salete da Ponte, no artigo "Achegas para a carta arqueológica - Tomar", publicado na revista "Portugália", nova série, volume XVI, em 1995, a refere como uma ponte romana (terceira imagem), mas não acrescenta dados que ajudem a defender essa tese.







segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 58 - Asseiceira em 1712

Quase meio século depois de Santa Cita, um golpe de vista sobre a vila de Asseiceira, em 1712. Atenção, porém, que os 150 vizinhos (núcleos familiares) deverão referir-se não apenas à vila mas a todo o concelho, se compararmos com os dados do "Agiológio Lusitano", sessenta anos antes.
Um caso que nos demonstra o cuidado que devemos ter na leitura daquele que continua a ser o único livro especificamente sobre a História de Asseiceira, "A vila de Asseiceira e seu termo", de Amorim Rosa.
Veja-se o fac-simile do texto original, a "Corografia Portuguesa" do padre António Carvalho da Costa, de 1712 e a forma como é citado por Amorim Rosa, na segunda imagem, em que se confundem as informações referentes a Asseiceira com as que são dedicadas à Atalaia, para além de as datar erradamente de 1701.
Obrigado ao Paulo Alcobia Neves pelas dicas que ajudaram a melhorar este artigo.






domingo, 4 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 57 - Santa Cita em 1665

Segundo nos diz Amorim Rosa, Frei Fernando da Soledade terá escrito em 1665 a sua Crónica da Província da Soledade, na qual se refere ao convento franciscano de Vale Bom, num naco de prosa que nos dá uma curiosa e muito elucidativa visão sobre o que seria a futura Santa Cita há precisamente 350 anos.


sábado, 3 de janeiro de 2015

História de Asseiceira, 56 - O concelho de Asseiceira em 1652

Data de 1652 o primeiro conjunto de dados socio-económicos sistematizado sobre o antigo concelho de Asseiceira, graças ao Agiológio Lusitano do padre Jorge Cardoso, que nos é citado por Amorim Rosa.
Curiosamente, terá sido aproximadamente por esta época que terão nascido os primeiros habitantes da actual freguesia cuja vida conhecemos com algum detalhe, e que em breve aqui divulgaremos, mantendo a sequência cronológica.
A verdade é que, segundo estes dados, em 1652, seriam 35 os vizinhos (núcleos familiares) na vila e mais 165 no concelho, o que daria um número total de habitantes que deveria oscilar entre 600 a 800. Não são especificados números referentes aos vários lugares, mas, tendo em conta os dados do Numeramento, pouco mais de um século antes, e os registos paroquiais de meio século depois, tudo leva a crer que a Asseiceira, a Roda e a Linhaceira se destacassem como os mais povoados.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

700 anos do foral - Cantigas de amor de D. Dinis

Que melhor forma de comemorar os 700 anos do foral do que convocar o próprio D. Dinis? Para além de ter sido um dos mais importantes estadistas portugueses, D. Dinis foi um homem de letras, autor de alguns dos mais belos poemas da época em que português e galego ainda se confundiam numa mesma língua.
Ouçamos uma das suas belas cantigas de amor, cujo texto publicamos abaixo. "A tal estado m'adusse, senhor", interpretado pelo Grupo de Música Antiga Meendinho, da Galiza, com voz da meio-soprano polaca Paulina Ceremużyńska. 



 A tal estado mi adusse, senhor,
 o vosso bem e vosso parecer
 que nom vejo de mi nem d'al prazer,
 nem veerei já, enquant'eu vivo for,
 u nom vir vós que eu por meu mal vi.

 E queria mia mort'e nom mi vem,
 senhor, porque tamanh'é o meu mal
 que nom vejo prazer de mim nem d'al,
 nem veerei já, esto creede bem,
 u nom vir vós que eu por meu mal vi.

 E pois meu feito, senhor, assi é,
 querria já mia morte, pois que nom 
 vejo de mi nem d'al nulha sazom
 prazer, nem veerei já, per bõa fé,
 u nom vir vós que eu por meu mal vi;

 pois nom havedes mercee de mi.

Comemorações dos 700 anos do foral de D. Dinis

Com uma singela mas sentida cerimónia, a Junta de Freguesia de Asseiceira assinalou, ao final da tarde de hoje, dia 2 de Janeiro de 2015, os 700 anos da atribuição de foral por D. Dinis à então vila, documento que instituiu o concelho de Asseiceira, que duraria 521 anos.
Com o símbolo maior do nosso património, a coroa do Espírito Santo, em lugar de destaque, o presidente da Junta, Carlos Rodrigues e a presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas, proferiram discursos alusivos, após o que descerraram uma lápide comemorativa, em frente ao adro da igreja matriz.
Ao longo do ano, haverá mais algumas iniciativas comemorativas deste sétimo centenário, às quais a Biblioteca de Temas Linhaceirenses naturalmente se associa.
Aqui ficam as imagens da cerimónia desta tarde.




Foral de D. Dinis - 2 de Janeiro de 1315


Selo de autoridade do rei D. Dinis 

Comemora-se hoje outra das efemérides fundamentais da Asseiceira. Exactamente dois meses depois dos 500 anos do foral novo de D. Manuel, é a vez dos 700 anos do foral original de D. Dinis. Uma coincidência que permitiu, graças ao trabalho conjunto de uma série de entidades, coordenado pela Junta de Freguesia, dar aos actuais moradores da freguesia um olhar nunca tido sobre o nosso passado.
Comemorações a que, obviamente, a Biblioteca de Temas Linhaceirenses só se poderia associar. A verdade é que o objectivo de sintetizar em dois meses os passos principais de um concelho que existiu enquanto tal durante cinco séculos, cedo se revelou incapaz de cumprir. Assim, serão precisas mais umas semanas para continuarmos a publicar a série que vai agora em meados do século XVI.
Hoje, como é natural, fazemos uma pausa nessa sequência para voltar atrás, a 2 de Janeiro de 1315, dia em que o rei poeta ou rei lavrador, dois epítetos que dizem bem das suas inúmeras qualidades, assinou o documento que daria autonomia administrativa à Asseiceira.
Como acontece com muitos documentos da época, não conhecemos a carta de foral em si, mas apenas as referências que lhe foram sendo feitas em documentos posteriores.
É o caso de Amorim Rosa que cita, por seu lado, o "Agiológio Lusitano" do padre Jorge Cardoso, que apresentamos abaixo. O que é muito provável é que o foral fosse timbrado com o selo de autoridade de D. Dinis, que publicamos no topo da página.







quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Anuário da Linhaceira - 2014

Com votos de que este novo ano seja magnífico para todos, aqui deixamos uma súmula de alguns dos principais acontecimentos que marcaram a vida colectiva da Linhaceira em 2014, mais um ano que prova que, quando trabalhamos em conjunto para isso, mesmo os sonhos mais ousados podem tornar-se realidade.

ACR Linhaceira - Salão Multiusos

 Aspecto da montagem da estrutura do Salão Multiusos em 31 de Dezembro (foto de Celestino Rodrigues)

2014 nasceu com uma prova de fogo pela frente. A Associação Cultural e Recreativa da Linhaceira (que neste ano comemorou 40 anos de existência) tinha conseguido dias antes o financiamento do PRODER para o Salão Multiusos e um ano para o pôr de pé, mas faltava-lhe o resto da verba sem o qual o financiamento se perderia. Com muita teimosia e amor à causa, a ACRL chegou ao fim do ano com a estrutura de pé, o prazo de construção prorrogado até Março e a verba suficiente para garantir o aproveitamento desse financiamento (embora ainda falte muito mais para concluir a obra).
Para além do pavilhão há muito desejado, que vai criar condições de desenvolvimento cultural e desportivo, o acordo entretanto conseguido com a Câmara Municipal de Tomar, que garantiu parte da verba necessária, fez avançar, de forma irrevogável (neste blogue as palavras ainda têm valor), o processo de construção do Centro Escolar.
Merecedor de destaque é também o trabalho de registo da obra do Salão, pacientemente tecido e  entretecido pelo Celestino Rodrigues, de que esta sequência fotográfica é o melhor exemplo. As imagens falam por si.


Instalações escolares
 
 Visita dos responsáveis da Câmara Municipal, Junta de Freguesia, Agrupamento de Escolas e Associação de Pais à nova sala de aulas em 8 de Janeiro (foto de António Graça)

Logo em Janeiro, a Linhaceira viu instalado o contentor destinado a sala de aulas da EB1 e a garantir que não se perderia o ATL que a Associação de Pais tinha vindo a desenvolver há vários anos. O novo executivo da Câmara Municipal de Tomar foi fiel à decisão tomada ainda no final do mandato anterior, por unanimidade de todas as forças políticas.
Na sequência, a Associação de Pais promoveu a colocação de dois telheiros ligando os vários equipamentos escolares e, em parceria com a Junta de Freguesia, foram profundamente remodelados os sanitários.


Adro da capela

 O adro da capela nova em 31 de Dezembro (foto de Nuno Garcia Lopes)

Outro espaço público que recebeu uma importante beneficiação neste ano foi o adro da capela nova, cuja Comissão de Culto procedeu ao respectivo calcetamento.

Carnaval

Corso do Carnaval da Linhaceira, no dia 2 de Março (imagem obtida a partir de um frame do video de Orlando Oliveira)

Em Março, mesmo com o tempo enfarruscado, a Linhaceira encheu-se de cor e animação para mais um imponente festejo de Carnaval, cuja importância (para quem ainda duvidasse) foi atestada com uma apresentação televisiva.
Rocambolesco foi o caso do boneco roubado e da respectiva "perseguição", que permitiu recuperá-lo a tempo de desfilar no corso.
Espectacular, para além do corso, foi também este video captado por Orlando Oliveira através de um drone.

Centro Escolar

 Versão original do anteprojecto do Centro Escolar (à direita, em baixo), vendo-se acima o Salão Multiusos e mais à direita a estrada para a Asseiceira (imagem do Atelier Rua)

Corria o mês de Agosto, quando foi feita a primeira apresentação de ideias para o Centro Escolar, numa reunião na Câmara. No início do ano lectivo, as três equipas de arquitectos mostraram numa sessão pública, na Linhaceira, as suas ideias, todas arquitectonicamente inovadoras. Por unanimidade das várias entidades envolvidas (incluindo a Associação de Pais que levou o assunto a votação dos encarregados de educação), foi escolhido o projecto do Atelier Rua, que tem vindo a ser trabalhado em diversas reuniões de modo a poder ser candidatado a fundos comunitários o mais cedo possível neste ano de 2015.

500 anos do Foral de D. Manuel

Comemorações dos 500 anos do Foral em 2 de Novembro, na Asseiceira (foto de Nuno Garcia Lopes)

Envolvendo activamente toda a freguesia, o grande acontecimento do ano, a que a Linhaceira não foi de modo nenhum alheia, foi sem dúvida a comemoração dos 500 anos do Foral de D. Manuel, que teve o seu ponto alto no dia 2 de Novembro.

Revelação da existência do Porto da Linhaceira em 1530

Carta de Manuell Nogueira datada de 1530 referindo a Lynhaçeira (transcrita por Vieira Guimarães no livro "Thomar Santa Iria")

De facto, a investigação e divulgação da História local esteve em alta no ano de 2014, tendo como expoente máximo a revelação, pela Biblioetca de Temas Linhaceirenses, da existência do Porto da Linhaceira, em 1530, que veio abrir novas janelas sobre o nosso passado.

Cultura de âmbito nacional

Reportagem sobre o projecto "A poesia não tem grades" de Filipe Lopes (jornal Público de 29 de Dezembro)

A nível cultural, o ano ficou marcado, mais uma vez, pelo impacto nacional do trabalho de vários linhaceirenses. Nuno Garcia Lopes publicou o opúsculo de poesia "Greve geral". Luís Garcia lançou o livro "Não sou Eça de Queirós - O mundo de Jorge Jesus", um êxito editorial, que tem andado em périplo a lançar pelo país.
E o projecto "A poesia não tem grades", de Filipe Lopes, viu a sua importância reconhecida com reportagens nalguns dos mais importantes meios de comunicação social nacionais.
Fátima Garcia foi a revelação do ano, como fadista.

O homem mais velho de Portugal

Comemorações do 109º aniversário de Manuel Rafael dos Santos na Junta de Freguesia de Asseiceira (site do jornal A Bola em 23 de Dezembro)

Finalmente, uma referência a Manuel Rafael dos Santos que, com a provecta idade de 109 anos, é o homem mais velho de Portugal. Embora habite no Grou, tem descendentes na Linhaceira.
E acima de tudo é um exemplo para todos nós: vamos agarrar a vida com unhas e dentes em 2015 e fazer deste mais um ano inesquecível!