domingo, 30 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 26 - Mais herdades na Beselga

As herdades na Beselga continuaram a reverter para Tomar, concretamente para a Ordem de Cristo, durante as últimas décadas do século XV. Desta vez, em 1483, foram novamente Leonor Gonçalves, e também Branca Afonso a legarem duas herdades "ao fundo da Beselga, entestando com a estrada de Santarém e chegando até ao rio".


sábado, 29 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 25 - Doação a D. Pedro de Melo

Em 19 de Janeiro de 1467, Asseiceira foi doada por D. Afonso V a D. Pedro de Melo. Talvez não por acaso, este é ainda hoje um nome de família comum na antiga vila.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 23 - Herdades da Beselga

Data de 16 de Dezembro de 1462 a primeira referência citada por Amorim Rosa às herdades existentes nas imediações da ribeira da Beselga. Isto porque é essa a data do documento em que Beatriz Fernandes Calça Perra deixa em herança à igreja de Santa Maria dos Olivais "as suas herdades na Ribeira da Beselga, tanto as do termo de Tomar como as da Asseiceira", sendo estas últimas as quintas que hoje se designam por Quinta de Cima e Quinta do Vale.
Importante também é a distinção feita aos termos (concelhos) de Tomar e de Asseiceira, o que vem corroborar a tese de lapso que apontámos para a carta de D. Afonso V sobre o Convento de Vale Bom.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 22 - D. Afonso V e o Convento de Santa Cita

Data de 14 de Julho de 1452 nova referência ao Convento Franciscano de Santa Cita, referido no documento como de Vale Bom. Trata-se de uma carta de D. Afonso V, em que o rei refere ter aqueles frades "em especial guarda e deferimento".
A missiva, que é citada por Amorim Rosa, não deixa também de ter uma menção algo enigmática, ao situar o Convento no "termo da vila de Tomar", ou seja, no seu concelho, aliás como se pode inferir também para a própria Asseiceira. Presumimos que se trate de um lapso na escrita da carta.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 21 - Reinado de D. Afonso V

Assumindo o trono ao ter idade para isso, D. Afonso V repetiu o que já tinha sido feito por todos os reis seus antecessores e confirmou os privilégios, liberdades e mercês do concelho de Asseiceira e dos seus moradores em 10 de Novembro de 1449.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

27 vezes mil

Enquanto não se acusa o leitor ou leitora que às 16 horas e 53 minutos de hoje acedeu à Biblioteca de Temas Linhaceirenses para ler a Cronologia Histórica de Asseiceira, desvendemos o seu feito: obteve a visualização número 27 mil deste blogue.
Quem me conhece de forma mais próxima, sabe como o número 27 me é querido, desde logo por marcar a data em que me aconteceu a coisa mais extraordinária - a vida!
Que este número de visualizações tenha acontecido no dia em que o blogue completa 20 meses de publicação diária ininterrupta, e na semana de 27 de Novembro, é uma daquelas coincidências que nos ensina como o mundo é um lugar espantoso. É também um bom prenúncio e um estímulo para um ano em que a literatura retomará um dos lugares mais importantes da minha vida.

Entretanto, continuo à procura do senhor ou senhora 27 mil.
Com a certeza de que esse número (já largamente ultrapassado desde aquela hora) é a soma de todos vós que aí estais, que aí tendes estado desde 24 de Março de 2013, e que portanto fazeis todos parte desse número mágico.
Que essa magia vos acompanhe como a mim!

Procura-se

Quem esteve a ler o artigo Cronologia histórica de Asseiceira - 2 às 16h53?
Quem cometeu essa façanha pode responder para apaeli@gmail.com.
Obrigado. Vai valer a pena.

Cronologia Histórica de Asseiceira - 2

Actualizamos hoje a cronologia histórica de Asseiceira, com todas as datas das quais se conhecem dados até 1440. Uma forma simples de observar num ápice a evolução histórica do antigo concelho, que permite com um simples clique aceder a toda a informação sobre cada data.

Recriação de um ferreiro por Armindo Marques Lopes nas comemorações dos 500 anos do Foral manuelino em 2 de Novembro de 2014 (foto de Nuno Garcia Lopes)

Época pré-histórica - vestígios arqueológicos desde há 300 mil anos

Época romana - origem do topónimo Asseiceira e lenda de Santa Cita

1218 - Referência escrita mais antiga a Asseiceira

1222 - Doação de Asseiceira a Pedro Ferreiro

Meados do século XIII - Doação aos franciscanos para construção do Convento de Santa Cita

20 de Novembro de 1253 - Dispensa de fornecer homens, cavalos e armas

19 de Dezembro de 1281 - Confirmação da doação de Asseiceira à Ordem do Templo

5 de Maio de 1287 - D. Dinis proíbe aplicação de foros sobre Asseiceira

27 de Abril de 1294 - D. Dinis confirma a nomeação de juízes para Asseiceira

18 de Fevereiro de 1301 - Asseiceira recebe carta de privilégios e de povoamento

28 de Setembro de 1303 - Primeira referência à igreja de Santa Maria de Asseiceira

2 de Abril de 1307 - Primeira referência à vila de Asseiceira

2 de Janeiro de 1315 -Foral de D. Dinis - criação do concelho de Asseiceira

1320 - Primeira referência à paróquia de Asseiceira

5 de Maio de 1329 - Relego dos vinhos por D. Afonso IV

1360 - Referência ao templo a Santa Cita

2 de Março de 1365 - Confirmação de privilégios por D. Pedro I

1367 - Confirmação de privilégios por D. Fernando

15 de Novembro de 1370 - Referência aos oficiais e juízes do concelho

5 de Julho de 1391 - Primeira confirmação de privilégios por D. João I

22 de Julho de 1397 - Confirmação dos prédios rústicos e do "Couto"

5 de Novembro de 1398 - Segunda confirmação de privilégios por D. João I

2 de Março de 1403 - Terceira confirmação de privilégios por D. João I

5 de Julho de 1429 - Quarta confirmação de privilégios por D. João I

22 de Julho de 1435 - Confirmação de privilégios por D. Duarte

1436 - D. Duarte liberta lavradores do concelho da jugada de pão, vinho e linho

25 de Março de 1439Confirmação de privilégios pelo infante regente D. Pedro

1439 - Queixas do procurador de Asseiceira nas Cortes de Lisboa

1440 - Confirmação do Convento de Santa Cita pelo papa Eugénio IV


domingo, 23 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 20 - Cortes de Lisboa

O documento que hoje publicamos, transcrito por Amorim Rosa em "A vila de Asseiceira e seu termo" é um dos mais importantes que se conhecem para ajudar a caracterizar o concelho de Asseiceira no seu segundo século de existência. Trata-se da transcrição das queixas do procurador de Asseiceira nas Cortes de Lisboa de 1439 (convocadas pelo Infante D. Pedro em nome de D. Afonso V) e das respostas que lhe foram dadas.
Por aqui se percebe bem como continuavam os abusos dos poderosos, apesar das insistentes cartas de confirmação de privilégios por parte dos diversos reis.
Mas há também dados importantes que nos ajudam a compreender como era a vida dos nossos antepassados, nomeadamente as dificuldades de produção agrícola e até a indicação de que haveria quem fosse morar para outros locais para escapar às arbitrariedades que aqui se praticavam.

 
 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 18 - Reinado de D. Afonso V, regência de D. Pedro

Sendo D. Afonso V ainda criança aquando da morte de D. Duarte, foi o seu tio, o infante D. Pedro, quem regeu o reino durante vários anos. A 25 de Março de 1439, confirmou, em seu nome, os privilégios de Asseiceira.


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 17 - Reinado de D. Duarte

O século XV foi o início de uma era de prosperidade para o reino de Portugal com o começo da expansão ultramarina. Tomar, onde o Infante D. Henrique, filho de D. João I, dirigia a Ordem de Cristo, teve aí um papel preponderante, sendo natural que o vizinho concelho de Asseiceira acabasse por participar de alguma forma em todo esse processo. Do seu irmão, o rei D. Duarte, ficaram duas referências ao nosso território: a já habitual garantia de não ter que fornecer armas para a guerra, em 22 de Julho de 1435 e, no ano seguinte, uma carta libertando os lavradores do concelho de serem obrigados a pagar o tributo (jugada) de pão, vinho e linho.
Esta última referência tem uma particular importância na tentativa de resolução do mais enigmático dos topónimos asseiceirenses, Linhaceira, ao ser uma garantia do cultivo local da planta que poderá estar na origem deste nome (não encontrado ainda em documentos do século XV).


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 16 - Reinado de D. João I

Depois de uma época conturbada que culminou na revolução de 1383/85 e nas batalhas decisivas contra Castela, Portugal viria a conseguir uma viragem decisiva com a chegada ao trono do Mestre de Avis, D. João I.
Mais atento à realidade do reino e ao papel dos concelhos, ficou do seu reinado um conjunto de referências a Asseiceira, insistindo no cumprimento dos privilégios atribuídos pelos seus antecessores e na dispensa de ceder armas e cavalos, conforme nos relata Amorim Rosa.



terça-feira, 18 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 15 - Reinado de D. Fernando

Em 1367, apenas dois anos depois da carta de D. Pedro, reinando já D. Fernando, é a vez de este monarca confirmar de novo o privilégio de não cedência de pessoas, armas ou animais para a guerra.

O mesmo rei, em 15 de Novembro de 1370, faz referência ao juiz de fora, oficiais e juízes do povo do concelho, que "só perante ele devem jurar", como nos diz Amorim Rosa.

 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 14 - Reinado de D. Pedro I

No seu reinado, D. Pedro I confirmou, em carta datada de 2 de Março de 1365, os privilégios dados a Asseiceira por D. Afonso III em 1253 de não ser obrigada a ceder cavalos, armas nem homens.

domingo, 16 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 13 - Templo a Santa Cita

Em 1360, como nos conta Amorim Rosa, o Arcipreste de Toledo, Julião Perez, refere no seu livro "Adversus" a existência de um "Templo a Santa Cita, Virgem e Mártir". Fica a dúvida se seria já a actual igreja, uma vez que a referência "C[h]egamos ao (Rio) Tomar (...) onde estava um Templo" permite essa leitura mas também outra consentânea com a hipótese levantada por Carlos Batata de este templo poder estar na outra margem.



sábado, 15 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 12 - Reinado de D. Afonso IV

Já no reinado de D. Afonso IV,  em 5 de Maio de 1329, o monarca estabeleceu o relego dos vinhos que se fizessem no concelho de Asseiceira, ou seja, uma medida de protecção à produção local.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 11 - Paróquia de Asseiceira

Segundo refere Amorim Rosa, no  livro "A vila de Asseiceira e seu termo", a primeira referência conhecida à paróquia de Santa Maria de Asseiceira data de 1320, cinco anos depois da criação do concelho. Importante também é a referência ao facto de lhe ter servido de base a capela de Pedro Ferreiro, o que pode lançar alguma luz sobre a questão que colocámos quanto à criação da primeira igreja asseiceirense.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Cronologia histórica de Asseiceira - 1

Indo ao encontro dos objectivos do projecto Biblioteca de Temas Linhaceirenses, começamos hoje uma sistematização que ajudará todos aqueles que se queiram debruçar sobre o estudo da História da actual freguesia de Asseiceira ou apenas ficarem a conhecer aspectos específicos da mesma.
Trata-se de uma cronologia histórica, que funcionará como um índice, permitindo consultar todos os artigos publicados mas também ter uma visão global.
Irá sendo actualizada regularmente à medida que vão sendo publicados os artigos da série História de Asseiceira (até ao ano de 1836), e posteriormente com todos os que já sairam desde o início deste blogue.

Usufruam da melhor maneira.

Pormenor das comemorações dos 500 anos do foral de D. Manuel, 
Asseiceira, 2 de Novembro de 2014 (foto de Nuno Garcia Lopes)



Época pré-histórica - vestígios arqueológicos desde há 300 mil anos

Época romana - origem do topónimo Asseiceira e lenda de Santa Cita

1218 - Referência escrita mais antiga a Asseiceira

1222 - Doação de Asseiceira a Pedro Ferreiro

Meados do século XIII - Doação aos franciscanos para construção do Convento de Santa Cita

20 de Novembro de 1253 - Dispensa de fornecer homens, cavalos e armas

19 de Dezembro de 1281 - Confirmação da doação de Asseiceira à Ordem do Templo

5 de Maio de 1287 - D. Dinis proíbe aplicação de foros sobre Asseiceira

27 de Abril de 1294 - D. Dinis confirma a nomeação de juízes para Asseiceira

18 de Fevereiro de 1301 - Asseiceira recebe carta de privilégios e de povoamento

28 de Setembro de 1303 - Primeira referência à igreja de Santa Maria de Asseiceira

2 de Abril de 1307 - Primeira referência à vila de Asseiceira

2 de Janeiro de 1315 -Foral de D. Dinis - criação do concelho de Asseiceira

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 10 - Foral de D. Dinis

Foi na sequência de todo o processo já enunciado nos artigos anteriores, que o rei D. Dinis viria a conceder carta de foral a Asseiceira no dia 2 de Janeiro de 1315. É pois esta a data a partir da qual a então vila passou a ser sede de um pequeno concelho rural, cujos limites seriam relativamente próximos das actuais fronteiras da freguesia.
Após as comemorações dos 500 anos do foral manuelino, será essa a grande efeméride (700 anos) a celebrar em Janeiro próximo.
Aqui ficam as descrições sobre o assunto, publicadas respectivamente por Amorim Rosa, no  livro "A vila se Asseiceira e seu termo", e por José Rafael Sirgado no conjunto de artigos “Ceyceyra e Atalaya – vilas e concelhos medievais do Médio Tejo”.



terça-feira, 11 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 9 - A vila de Asseiceira

Em 2 de Abril de 1307, numa carta em que renova os privilégios que já antes concedera aos dois lugares, D. Dinis trata Asseiceira e Atalaia pela primeira vez por vilas. Será lícito, pois, considerar este ano como o da elevação a vila, depreendendo-se também que já teria uma dimensão considerável.



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 8 - Criação da igreja de Asseiceira

Segundo o Livro dos Padroados, existente no Arquivo Nacional Torre do Tombo, citado por Amorim Rosa nos "Anais do Município de Tomar", o dia 28 de Setembro de 1303 é referido como aquele em que o rei D. Dinis "apresentou" à igreja de Santa Maria de Asseiceira, o clérigo Francisco Domingos.
Segundo o mesmo documento, com data de uma semana antes, "a igreja de Atalaia foi mandada fazer por El-Rei D. Dinis na Mata de Tomar" e foi seu primeiro clérigo Martim Pires.
Isto significa que a Asseiceira já teria uma igreja por esta altura, eventualmente no mesmo local, mas não necessariamente o edifício actual.




domingo, 9 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 7 - Reinado de D. Dinis

Seria no reinado de D. Dinis que a Asseiceira ganharia uma crescente autonomia culminando na concessão do foral. Antes disso, logo em 5 de Maio de 1287, o rei poeta proíbe a aplicação de quaisquer foros ou costumes sobre o lugar por parte dos concelhos vizinhos de Tomar e Torres Novas, bem como da Ordem do Templo ou de outros senhorios locais,conforme refere Amorim Rosa.
Em 27 de Abril de 1294 confirma, em carta régia, a nomeação de juízes para Ceyceyra e a vizinha Atalaya.
Em 1301 decide criar duas “povoas” (povoações) nos referidos lugares, que receberiam carta de privilégios e de povoamento em 18 de Fevereiro do ano seguinte.



sábado, 8 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 6 - De D. Afonso III a D. Dinis

Cerca de trinta anos depois das primeiras tentativas de povoamento, em 20 de Novembro de 1253, D. Afonso III emitiu uma carta na qual dispensava os moradores de Asseiceira de fornecerem homens, cavalos e armas. Segundo José Rafael Sirgado, “vivia-se então um período de ‘guerra quase permanente’ e esta dispensa revelava que o monarca pretendia proteger o povoado que aqui tinha dificuldade em desenvolver-se.”
Porém, o lugar continuava a ser cobiçado pelos vizinhos poderosos, de tal modo que a rainha D. Beatriz, viúva de D. Afonso III, reconheceu, por carta de 19 de Dezembro de 1281, a posse da albergaria e de outro bens da Ceiceira à Ordem do Templo, que os recebera em doação, mandando ao alcaide e juízes da vila de Torres Novas que daí em diante não embargassem nem se apoderassem dela, conforme nos diz Amorim Rosa. Acrescenta o autor que “o Mestre do Templo D. Frei Lourenço Martins e o Alcaide-Mor de Torres Novas, entregaram a Albergaria de Ceiceira a ‘João Tuiseu, homem íntegro’”.

 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 5 - Origens de Santa Cita

Embora autores antigos apontem a existência de uma ermida no lugar de Santa Cita, evocando a mártir, Carlos Batata, na sua “Carta Arqueológica do Concelho de Tomar”, levanta a hipótese de uma estação arqueológica por si descoberta em 1990 no Casal de Deus, na outra margem do rio Nabão mas a pouco mais de um quilómetro em linha recta, ser a antiga capela de Santa Marinha (que estaria já em ruínas no séc. XVII), questionando se este templo e o que originalmente se devotou a Santa Cita não seriam eventualmente um único.



A verdade é que, independentemente disso, as primeiras indicações efectivas sobre o lugar que hoje se chama Santa Cita são de meados do século XIII, citadas por Amorim Rosa, a propósito da doação aos Franciscanos, pelo Mestre da Ordem do Templo, do Casal de Vale Bom, para ali fundarem um Convento, hoje parcialmente transformado em casa particular, ao lado da igreja.
Ou seja, o lugar onde hoje Santa Cita está situada seria já habitado no século XIII e chamar-se-ia Vale Bom, topónimo de origem óbvia para o sítio onde terminavam as várzeas do fértil e deslumbrante vale do Nabão.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

As comemorações do foral na comunicação social

A forte e empenhada participação do povo da freguesia nas comemorações dos 500 anos do Foral Novo de D. Manuel, no dia 2 de Novembro na Asseiceira, foi o grande destaque das reportagens publicadas sobre o evento.
Um motivo de orgulho para todos os habitantes da freguesia e para a vasta equipa liderada por Carlos Rodrigues que se esforçou por isso mesmo.
Aqui ficam alguns dos títulos:

 Jornal O Templário

Jornal Cidade de Tomar

Site do jornal O Ribatejo

História de Asseiceira, 4 - Primórdios da nacionalidade

Após a doação a Paio Farpado, começam a ser relativamente frequentes as referências escritas em diversos documentos ao lugar de Ceiceira. Uma delas logo em 1222, numa carta do mestre Pedro Alvito em que dá conta de que o lugar terá ficado ao abandono, razão pela qual anula a doação feita e faz nova doação a Pedro Ferreiro, à sua mulher Maria Vasques e aos seus descendentes. Este Pedro Ferreiro viria a dar o nome a Ferreira do Zêzere, através da Vila Ferreiro, a que deu foral.
José Rafael Sirgado aborda o assunto nos seus artigos recentes a propósito do Foral:


A verdade é que, apenas nove anos depois, em 1229, o casal volta a doar a albergaria e outros edifícios que ali tinham sido construídos à Ordem do Templo.




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

As comemorações do Foral em imagens - 4

Voltamos hoje às imagens que marcaram as comemorações dos 500 anos do Foral Novo de D. Manuel, no dia 2 de Novembro, na Asseiceira.
As fotografias que publicamos documentam o excelente programa de animação que ajudou a fazer daquele um dia inesquecível, incluindo dois memoráveis concertos, dos melhores que a freguesia já terá recebido.

Concerto pelo Coro Audite Nova, no belíssimo enquadramento do altar-mor da igreja matriz.

Concerto pelos alunos de percussão da Canto Firme.

Animação de rua com malabaristas e cuspidor de fogo.

História de Asseiceira, 3 - Origens da Asseiceira

Embora o estudo toponímico (isto é, dos nomes dos lugares) permita imaginar que as origens da Asseiceira possam ser um milénio mais antigas, a primeira referência efectiva que conhecemos a este lugar data de 1216 (segundo Amorim Rosa) ou 1218 (segundo José Rafael Sirgado) e consiste na doação efectuada por D. Pedro Alvito (Mestre dos Templários) a Paio (ou Pelágio) Farpado do lugar de Ceiceira (ou Zaiceyra, como transcreve Sirgado) para que aí edificasse uma albergaria “para o serviço de Deus, e ali receberdes diferentes hóspedes e pobres transeuntes, para ali fazerdes edifícios e trabalhos, e todos os da tua geração.”
Ficaria esse lugar, porém, sob a alçada directa da Ordem, como deixa claro o documento que acrescenta “mas tu, e todos os que a tiverem, sejam nossos vassalos e estejam em nosso poder e em nosso termo. E nunca esta Albergaria, nem seus termos, seja dada a outro Senhorio” (transcrição feita por Amorim Rosa no livro “A vila de Asseiceira e seu termo”).
Segundo Sirgado, no conjunto de artigos “Ceyceyra e Atalaya – vilas e concelhos medievais do Médio Tejo”, publicado nos jornais O Templário e Cidade de Tomar das três últimas semanas, “a manutenção da Albergaria de Zaiceyra teve uma dupla função para os Freires do Templo: assistencial e povoadora. A primeira, através do apoio aos peregrinos ricos e pobres e aos viajantes que ali necessitavam de pernoitar; a segunda, pela criação de formas de atracção de populações e o consequente desenvolvimento de actividades produtivas (agrícolas e outras) e de edificação do lugar.”
Aqui fica a reprodução do documento, disponível no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.


terça-feira, 4 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 2 - Época romana

Embora, e ainda de acordo com a "Carta Arqueológica do Concelho", não se conheçam hoje vestígios físicos da presença romana no actual espaço da freguesia, são comummente atribuíveis a essa época dois dos mais importantes topónimos que chegaram aos nossos dias: Asseiceira, precisamente, e Santa Cita.
É opinião partilhada pelos investigadores que Ceiceira (a que depois se terá juntado o artigo Al árabe ou o A português, corruptela de que há vestígios também no próprio topónimo Linhaceira - ver imagem extraída do livro "Linhaceira e as suas escolas" de Miguel Garcia Lopes e Nuno Garcia Lopes) terá origem no nome latino "salica", que significa salgueiro, e que se referiria possivelmente à afortunada fonte que ainda hoje é um ex-libris local, e cuja abundância de água proporcionaria naturalmente a existência de um salgueiral.
A história de Santa Cita, por seu lado, tem por base uma lenda que se refere a uma mártir cristã, assassinada presumivelmente no local onde hoje está a aldeia, em plena época de domínio romano, o que poderá significar que o lugar era então habitado.
Mas não será difícil inferir, pela existência de vestígios arqueológicos bem perto da freguesia, nomeadamente nas freguesias de Paialvo e Madalena, bem como pela dimensão considerável da cidade de Sellium ou Seilium, percursora de Tomar, que o actual território asseiceirense tenha sido, também ele, habitado na época do domínio romano.






segunda-feira, 3 de novembro de 2014

História de Asseiceira, 1 - Época pré-histórica

A proximidade de importantes cursos de água e de zonas férteis terá, certamente, motivado a presença de populações humanas no território que hoje constitui a freguesia de Asseiceira num passado longínquo, particularmente a partir do momento em que começou a ser praticada a agricultura a e a domesticação de animais.
Segundo a "Carta Arqueológica do Concelho de Tomar", publicada por Carlos Batata em 1997, a presença humana foi aqui detectada muito mais cedo, tendo sido encontrados vestígios paleolíticos datáveis do período designado como acheulense, há cerca de 300 mil anos.
Foi o próprio arqueólogo quem descobriu, em 1990, por baixo do pavimento de uma casa em ruínas na pequena rua que desce em direcção ao rio a partir da igreja de Santa Cita, lascas residuais de sílex e de quartzito que evidenciam utilização de pedras para o fabrico de utensílios, eventualmente no Paleolítico Médio.


As margens da ribeira da Beselga têm também sido férteis em achados, nomeadamente na Quinta do Vale e, também na margem direita, no local onde hoje passa a autoestrada e onde, em 1989, Luiz Osteerbeck e Ana Rosa Cruz encontraram cerâmica e material lítico datável do Neolítico Final até à Idade do Bronze.
Também a sul, já no concelho de Vila Nova da Barquinha, a vizinha freguesia de Atalaia tem igualmente sido palco de descobertas arqueológicas igualmente datáveis do Paleolítico.



domingo, 2 de novembro de 2014

As comemorações do Foral em imagens - 3

Mais belas donzelas, garbosos cavaleiros, exímios dançarinos e dançarinas. Hoje, nas comemorações dos 500 anos do Foral da Asseiceira.

Danças quinhentistas pelo Rancho Folclórico as Lavadeiras de Asseiceira.

As donzelas do Rancho Folclórico da Linhaceira.

E os garbosos cavaleiros, também bons aguadeiros.

As comemorações do Foral em imagens - 2

Mais algumas imagens das comemorações dos 500 anos do Foral, hoje, na Asseiceira.


 Algumas das mais belas donzelas locais.

A chegada de D. Manuel e da Rainha sua esposa.

O povo atento à leitura do foral.

As comemorações do Foral em imagens - 1

É um caso inédito, que se justifica pela importância do acontecimento e pelo brilho com que o mesmo decorreu, numa jornada de fraternidade entre o povo da freguesia que não se vê todos os dias.
Por isso, hoje, fugimos um bocadinho ao costume de deixar passar pelo menos um ano sobre os acontecimentos para lhes dar espaço aqui na Biblioteca de Temas Linhaceirenses, e mostramos, hoje mesmo, algumas das fotografias que documentam este dia que vai ficar na memória de todos.

Conferência na Atalaia com o presidente da Câmara da Barquinha, Fernando Freire.

Chegada à Asseiceira dos autarcas de Tomar e Barquinha.

Discurso do presidente da Junta de Asseiceira, Carlos Rodrigues, 
com José Pereira, Anabela Freitas e Fernando Freire