As imagens que ganham vida própria e os direitos de autor nas redes sociais

O artigo de hoje é uma reflexão fora do habitual que se deve ao acontecimento que mostramos nesta imagem: ontem às 21 horas, a imagem que já se tornou icónica da vida escolar na Linhaceira tinha tido 453 partilhas e mais de 3400 gostos a partir de uma publicação dia e meio antes.
Naturalmente, ficamos todos orgulhosos.
O problema é que quem a publicou originalmente limitou-se a ir buscar a imagem a algum lado na internet sem se preocupar em referir a origem.
E isso deixa-nos profundamente magoados.
O trabalho que nos conduziu até aqui e que já proporcionou momentos inesquecíveis como o livro de que esta imagem é capa ou o Linhaceira Vintage, começou de forma intensa há cerca de sete anos, na sequência do trabalho já desenvolvido anteriormente por Miguel Garcia Lopes, entre outros interessados na História da nossa aldeia.
Particularmente a partir de 24 de Março de 2013 (faz hoje 68 meses), tem sido um trabalho intenso, diário, sem falhar sequer os dias em que seria expectável que falhasse. Um trabalho voluntário, não lhe chamamos de carolice porque achamos que é demasiado "profissional" para o que remete esse termo.
Aquilo que nos move, como sabeis, é o reconhecimento, não pessoal mas sim da aldeia que temos no coração.
Por isso, entristece-nos que uma imagem como esta seja utilizada desta forma que pode ser considerada abusiva.
E esta é também uma recomendação para todos vós. Quando partilharem alguma coisa na internet, certifiquem-se se não está sujeita a direitos de autor e, mesmo que não esteja, indiquem sempre de onde a retiraram. Dessa forma, a vossa partilha vai ser reconhecida com as devidas visualizações e gostos, mas o autor ou divulgador original será sempre também reconhecido.
De outra maneira, é como irmos roubar laranjas ao vizinho e andarmos a oferecê-las aos amigos dizendo que são nossas.
(Porque acreditamos que todos são inocentes até prova em contrário e apesar das tentativas ainda não obtivemos resposta da parte da pessoa que fez a partilha, optámos por não revelar a sua identidade. A única forma de fazer passar uma mensagem ética é ser eticamente coerente).


Comentários

  1. Olá Nuno,
    pelo que me foi indicado essa foto foi tirada pelo meu falecido pai Manuel Bragança, em frente à sua casa, na Rua Dr. Aurélio Ribeiro, às suas duas filhas antes de se deslocarem para a escola: Ligia e Paula Bragança (3ª e 4ª da esquerda). As outras duas meninas eram a Lina e a Belita, amigas e moradoras próximas na mesma rua. O autor tenho a ceteza que ficararia feliz em saber das publicações e shares. Abraço e obrigado pelos fantásticos artigos e partilhas que tens feito ao ao longo dos anos. Hugo Bragança

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